Justiça condena PMs a 18 anos de prisão por morte de entregador

O caso ocorreu em maio de 2010, na zona sul de São Paulo.

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Quatro policiais militares foram condenados a 18 anos e oito meses de prisão cada um pelo assassinato de um entregador de pizzas na zona sul de São Paulo. O crime ocorreu em maio de 2010, na véspera do Dia das Mães. A sentença foi proferida na quinta-feira (8) e divulgada na terça-feira (13).

Segundo a acusação, a vítima voltava para casa após uma jornada de trabalho quando foi abordada pelos agentes, sob a alegação de uma suposta irregularidade de trânsito envolvendo sua motocicleta. De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), os policiais não indicaram qual infração penal teria sido cometida pelo trabalhador.

Durante a abordagem, o entregador foi imobilizado, com os braços e as pernas segurados pelos agentes, enquanto um deles o pressionava pelo pescoço. Conforme a denúncia, a vítima recebeu socos e chutes durante aproximadamente 20 a 30 minutos e morreu por asfixia.

A mãe do entregador presenciou as agressões e pediu aos policiais que interrompessem os ataques. O Ministério Público afirmou que a ação foi marcada por preconceito racial e social.

O Conselho de Sentença reconheceu os quatro agentes como responsáveis por homicídio triplamente qualificado, considerando o motivo torpe, a asfixia e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Os jurados também reconheceram que houve a apresentação de uma arma de fogo falsamente atribuída ao entregador, em uma tentativa de justificar a ação policial. Entretanto, a punibilidade referente ao crime de fraude processual foi extinta em razão da prescrição.

Após a condenação, o Ministério Público recorreu para pedir a prisão imediata dos réus, com o objetivo de impedir que permaneçam em liberdade enquanto recorrem da decisão. Os policiais já haviam sido afastados da corporação em 2010.


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