Serviço de emergência judaico amplia atuação em São Paulo

A expansão começou em Higienópolis, bairro da região central.

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O serviço internacional de emergência médica Hatzala ampliou sua presença na cidade de São Paulo e passou a atuar em mais de 20 bairros da capital em 2026. A organização oferece atendimento gratuito à comunidade judaica e chegou ao Brasil em 2011, mas registrou um crescimento significativo a partir da pandemia de Covid-19.

A expansão começou em Higienópolis, bairro da região central da capital conhecido pela presença de moradores judeus, e alcançou localidades como Santa Cecília, Bom Retiro, Mooca, Brás, Pinheiros, Jardins, Itaim Bibi e Vila Mariana.

O crescimento da organização também contou com doações de empresários judeus estabelecidos no Brasil. Entre os nomes associados ao apoio financeiro está a família Safra, ligada ao setor bancário.

A Hatzala funciona 24 horas por dia e reúne voluntários e profissionais contratados. Sua equipe inclui médicos, enfermeiros, socorristas e condutores de ambulância. Em determinadas situações, os integrantes utilizam veículos particulares para chegar rapidamente às ocorrências.

O serviço realiza os primeiros atendimentos em emergências médicas e presta assistência até que o paciente possa ser encaminhado a uma unidade hospitalar.

Em seu site, a organização afirma apresentar tempos de resposta superiores aos dos serviços públicos nas áreas em que atua.

São Paulo concentra a maior comunidade judaica do Brasil, estimada em aproximadamente 60 mil pessoas, segundo a Confederação Israelita do Brasil (Conib).

O modelo de atendimento da Hatzala surgiu em Nova York, nos Estados Unidos, durante a década de 1960. Desde então, iniciativas semelhantes foram estabelecidas em outras localidades para prestar assistência emergencial às respectivas comunidades.


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