Esquerda faz ato com Lula na Paulista após derrota nas urnas

A militância tenta reverter a derrota de Lula nas urnas para Flávio.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição no segundo turno, participou, neste domingo (11), de um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, ao lado de aliados e lideranças políticas. Em seu discurso, pediu que apoiadores e militantes conversem com as pessoas que não votaram no primeiro turno.

“Entre abstenção e pessoas que não foram votar, são 30 milhões. Nós temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não têm mais o direito de votar”, afirmou Lula, ao defender a mobilização de eleitores em nome da família e do país.

A manifestação ocorreu a partir das 11h, nas proximidades do Museu de Arte de São Paulo (Masp), e integrou uma mobilização de entidades ligadas à educação, à ciência e à tecnologia. As organizações divulgaram uma carta em defesa da educação, da pesquisa científica e da democracia.

A convocação foi feita pela Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), em conjunto com entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC). Entre as pautas estavam o financiamento público da educação e da pesquisa, a valorização de professores e cientistas e a autonomia universitária.

Estiveram presentes o vice-presidente Geraldo Alckmin, a ex-ministra Marina Silva, derrotada na disputa por uma vaga no Senado por São Paulo, o ministro Guilherme Boulos e os governadores Elmano de Freitas (Ceará), Jerônimo Rodrigues (Bahia) e Rafael Fonteles (Piauí).

Durante o pronunciamento, Lula também criticou a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia de Covid-19, acusando-o de “desconsiderar a ciência e a medicina”.

Ao abordar propostas para um eventual novo mandato, o petista defendeu investimentos em inteligência artificial (IA), indústria digital, transição energética e segurança pública. Segundo ele, o país precisará ampliar a formação profissional em novas tecnologias e fortalecer as políticas de segurança.


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