O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º) que acompanha “de perto” as eleições brasileiras e classificou o pleito como “muito importante”. O republicano também elogiou o Brasil e os brasileiros, sem declarar apoio a nenhum candidato. Veja o vídeo aqui.
“As pessoas do Brasil são fantásticas e é uma eleição muito importante”, disse Trump. A declaração ocorre três dias antes do primeiro turno, marcado para o próximo domingo (4), em meio a preocupações do governo brasileiro sobre uma possível interferência de Washington no processo eleitoral.
Desde seu retorno à Casa Branca, Trump adotou medidas de pressão contra o Brasil, incluindo tarifas sobre produtos brasileiros e sanções relacionadas ao processo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A relação entre os dois países também foi marcada por divergências sobre decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na quarta-feira (30), o jornal britânico The Guardian informou que o governo Trump destinou US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,1 milhões) a um projeto voltado ao combate ao que classificam como “lawfare e censura” no Brasil, incluindo críticas à atuação do STF. Os recursos fazem parte de um pacote de mais de US$ 175 milhões do Departamento de Estado dos Estados Unidos destinado a iniciativas em diversos países, além do Brasil.
Em setembro, a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) informou ao governo e ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre uma possível influência dos Estados Unidos nas eleições e classificou o risco como de “nível de criticidade”.
Autoridades brasileiras também relataram a representantes da França e da Alemanha a existência de uma suposta interferência dos EUA e da Rússia no processo eleitoral, segundo documentos analisados pela agência Reuters. A agência informou que os governos americano e russo não responderam às alegações.
A possibilidade de interferência estrangeira também foi mencionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em discurso na Assembleia-Geral da ONU, na última terça-feira (22), quando afirmou que o mundo voltou a presenciar ingerência externa em processos eleitorais.




