Irã afirma que poderia reabrir Ormuz em até sete dias

Donald Trump ameaça ampliar a pressão econômica sobre o Irã.


O Irã teria sugerido que poderia reabrir, em até sete dias, o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito, caso os Estados Unidos reduzissem a pressão militar e suspendessem o bloqueio aos portos iranianos.

A possibilidade de uma retomada diplomática entre Washington e Teerã surge após quase sete meses de guerra no Oriente Médio, enquanto o governo do presidente norte-americano Donald Trump ameaça ampliar a pressão econômica sobre o Irã.

Reportagens da agência Reuters e da agência japonesa Kyodo, ambas baseadas em declarações de um alto funcionário do governo iraniano que não teve a identidade divulgada, afirmaram que Teerã teria estabelecido condições para a reabertura do estreito.

Posteriormente, um alto funcionário iraniano disse à emissora americana MS NOW que as reportagens da Reuters e da Kyodo eram falsas.

O conflito provocou uma forte redução do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito. A interrupção afetou os mercados globais e contribuiu para a volatilidade nos preços da energia.

Após as reportagens, os futuros dos principais índices acionários dos EUA apresentaram desempenho misto, enquanto os preços do petróleo recuaram. Os contratos futuros do Brent para novembro caíram 2,6%, para US$ 97,73 por barril. Já os contratos do WTI para outubro recuaram 3,1%, para US$ 92,40.

As informações foram divulgadas antes do discurso de Trump na Assembleia Geral das Nações Unidas, em meio à pressão interna sobre a decisão de declarar guerra ao Irã em fevereiro.

No início da semana, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que Washington poderia impor novas medidas contra companhias aéreas iranianas e declarou que os EUA estavam aumentando a pressão econômica sobre Teerã, incluindo sanções contra bancos e outros agentes considerados facilitadores do regime iraniano.

Na segunda-feira (21), o G7 também condenou os ataques dos houthis, grupo apoiado pelo Irã, contra embarcações civis e pediu o fim das ações militares. O bloco também cobrou de Teerã o encerramento do apoio ao grupo.

Os houthis afirmaram ter realizado ataques contra locais na capital saudita, Riad, enquanto também ampliaram sua presença na ilha de Perim, no Mar Vermelho. A movimentação aumenta a importância estratégica do estreito de Bab el-Mandeb, outra passagem fundamental para o transporte de petróleo e uma rota alternativa ao Estreito de Ormuz.


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