Ex-assessor de Lula deixa campanha após investigação da PF

Marcola comunicou sua decisão ao presidente do PT e a Lula.


O ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola, decidiu deixar a campanha à reeleição do presidente após a divulgação de informações sobre um empréstimo contraído com a empresária Roberta Luchsinger, apontada pela Polícia Federal (PF) como lobista.

Marcola comunicou sua decisão ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, e ao presidente Lula. De acordo com fontes ouvidas pela imprensa, ele afirmou que a medida não decorre de questões jurídicas, mas de uma avaliação política, com o objetivo de evitar que sua permanência se torne alvo de disputas internas ou de ataques durante a campanha.

Integrantes do governo afirmam que Marcola tem perfil discreto e optou pelo afastamento para preservar a candidatura de Lula e reduzir desgastes dentro do partido. Embora dirigentes do PT tenham tentado convencê-lo a permanecer, interlocutores relataram que ele mantém a decisão.

Na terça-feira (4), o jornalista Valdo Cruz informou que a Polícia Federal identificou um repasse financeiro da empresária Roberta Luchsinger para Marcola. O valor da transferência não foi divulgado pelas autoridades.

Roberta Luchsinger é investigada no âmbito da Operação Sem Desconto e é apontada como amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República.

Marcola reconheceu ter contraído um empréstimo com a empresária e afirmou que quitou integralmente a dívida no valor de R$ 249 mil.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (5), o ex-chefe de gabinete declarou: “Sempre pautei minha atuação pública pela ética, compromisso e transparência. A quem apresenta especulações e ilações, respondo com fatos, documentos e a minha inteira disposição e tranquilidade para colaborar com a Justiça.”