Os Estados Unidos desenvolveram planos militares que preveem a possibilidade de utilizar a GBU-43/B, conhecida como “mãe de todas as bombas”, em eventuais novos ataques contra o Irã. Segundo informações divulgadas pela emissora CNN Internacional, a arma poderá ser empregada contra instalações nucleares e estruturas da infraestrutura energética iraniana, caso o presidente Donald Trump determine a retomada das operações militares norte-americanas no país.
A GBU-43/B, também chamada de MOAB, é considerada a bomba convencional mais poderosa do arsenal norte-americano. A sigla significa Massive Ordnance Air Blast, expressão que pode ser traduzida para o português como “explosão aérea de munição de grande porte”.
O artefato pesa aproximadamente 9,8 toneladas e mede cerca de nove metros de comprimento. Sua carga explosiva equivale a aproximadamente 11 toneladas de TNT. Apesar do elevado potencial destrutivo, a bomba não é nuclear e tem poder inferior ao das armas atômicas utilizadas pelos Estados Unidos contra Hiroshima e Nagasaki, no Japão, em 1945.
Desenvolvida para atingir grandes áreas por meio de uma intensa onda de choque, a MOAB é guiada por GPS e lançada de aeronaves militares de transporte adaptadas para essa operação.
A arma foi utilizada em combate pela primeira vez em abril de 2017, durante uma ofensiva norte-americana contra posições do grupo terrorista Estado Islâmico no Afeganistão.
A possibilidade de utilização da bomba surge em meio às tensões entre Washington e Teerã. No início de outubro, Trump afirmou que os Estados Unidos não retomariam os ataques antes das eleições legislativas de meio de mandato, previstas para 3 de novembro, e declarou que os dois países mantinham discussões produtivas.
Apesar da suspensão temporária das ofensivas, não há um acordo de cessar-fogo vigente entre os países. O governo norte-americano também anunciou novas sanções contra o Irã.
O eventual emprego da MOAB representaria uma escalada militar significativa. Entretanto, ainda existem dúvidas sobre sua eficácia contra instalações nucleares profundamente enterradas e fortificadas, além de preocupações com os possíveis impactos estratégicos de uma nova ofensiva.
Até o momento, a utilização da bomba depende de uma decisão de Trump, e a existência de planos militares não significa que o ataque tenha sido autorizado.




