A inflação oficial do Brasil acelerou em setembro, registrando alta de 0,82%, após recuar 0,32% em agosto. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e corresponde à maior variação para o mês desde 2021.
Com o resultado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 4,58% em 12 meses, superando o teto de 4,5% da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. No acumulado do ano, o indicador também reflete a pressão sobre o custo de vida das famílias brasileiras.
O principal impacto veio do grupo Habitação, cujos preços subiram 2,31% em setembro. A energia elétrica residencial registrou aumento de 7,98%, influenciado pelo fim dos descontos do Bônus de Itaipu e pela manutenção da bandeira tarifária amarela.
O grupo Alimentação e bebidas apresentou alta de 0,83%, após registrar queda de 0,34% em agosto. Entre os produtos que mais contribuíram para a elevação dos preços, destacaram-se o tomate, com aumento de 37,76%, e a batata-inglesa, com alta de 24,07%.
O grupo Transportes também contribuiu para a aceleração da inflação, com alta de 0,89%. Os combustíveis ficaram 1,41% mais caros no período, enquanto as passagens aéreas registraram aumento de 9,66%.
O resultado superou as expectativas do mercado financeiro. Analistas consultados pela agência Reuters projetavam alta de 0,73% para o IPCA de setembro e inflação acumulada de 4,50% em 12 meses.
A aceleração do índice aumenta a pressão sobre a condução da política monetária pelo Banco Central (BC), que utiliza a taxa básica de juros, a Selic, como um dos principais instrumentos para controlar a inflação.




