Rússia mata 33 pessoas em ataque a ônibus na Ucrânia

O ataque ocorreu próximo à linha de frente no leste da Ucrânia.

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Um ataque russo com bombas contra a cidade de Kramatorsk, próxima à linha de frente no leste da Ucrânia, matou pelo menos 33 pessoas nesta quinta-feira (8), segundo autoridades locais. Outras 18 ficaram feridas na ofensiva, classificada por lideranças ucranianas como um ataque deliberado contra civis.

De acordo com a polícia local, dois ônibus urbanos transportavam passageiros pela via atingida no momento do bombardeio. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que o local era um ponto de ônibus e declarou que o ataque não ficará sem resposta. Imagens divulgadas pelas autoridades mostram corpos espalhados entre destroços e a carcaça carbonizada de um ônibus.

“Para eles [os russos], um ônibus com passageiros é um alvo atraente justamente porque um único ataque pode matar o maior número possível de pessoas”, afirmou o governador regional, Vadym Filashkin, no aplicativo de mensagens Telegram.

A Polícia Nacional da Ucrânia informou que os ônibus foram atingidos por uma bomba planadora. Moscou não se pronunciou sobre o caso. A Rússia nega atacar civis, embora realize ataques frequentes contra cidades e outras áreas ucranianas desde a invasão em larga escala, em fevereiro de 2022.

Kramatorsk é uma das principais cidades de Donetsk ainda sob controle ucraniano. O município integra o chamado “cinturão de fortalezas”, considerado estratégico para a defesa da região. As forças russas intensificaram os ataques com drones e bombas guiadas contra Kramatorsk e outras cidades da área.

Também nesta quinta-feira, três pessoas morreram e 14 ficaram feridas em ataques de drones contra Kiev, capital da Ucrânia, segundo o prefeito Vitali Klitschko. A ofensiva ocorreu um dia após ataques russos que deixaram 28 mortos em diferentes regiões da Ucrânia e atingiram principalmente a infraestrutura elétrica.

Delegações ucranianas viajarão aos Estados Unidos na sexta-feira (9) e no sábado (10) para negociações. Zelensky pediu ao presidente norte-americano, Donald Trump, que aumente a pressão sobre Moscou para pôr fim à guerra.


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