Após o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficar atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial, a campanha petista passou a adotar um tom mais crítico em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a defender mudanças no sistema de indicação de ministros da Corte.
A avaliação começou a ser discutida pelo núcleo da campanha horas após o resultado de domingo (4) e já apareceu em discursos de integrantes do partido.
Durante uma reunião com aliados na segunda-feira (5), Lula afirmou que “carrega nas costas a promiscuidade do STF”. A declaração marcou uma mudança no discurso do presidente em relação ao tribunal.
O presidente do PT, Edinho Silva, também afirmou, em entrevistas, que Lula pretende alterar o modelo de indicação de ministros para a Suprema Corte, retirando do presidente da República a prerrogativa de fazer as nomeações.
Parlamentares eleitos pelo partido também devem defender mudanças no discurso e na estrutura do STF. Entre eles está o vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT), eleito para uma vaga na Câmara dos Deputados.
Nesta quarta-feira (7), ele pretende apresentar sugestões a Lula, incluindo propostas relacionadas ao Supremo. “Uma mudança do sistema e uma mudança no Supremo Tribunal Federal. Não dá mais para serem intocáveis, não dá mais pra gente ter alguns poucos ministros ali que estão envolvidos em escândalos de corrupção”, afirmou ele ao jornal Folha de S.Paulo.
A nova postura é defendida por integrantes do PT, que avaliam que as críticas e acusações contra ministros do STF acabaram atingindo o governo. Governistas também admitem que Lula deveria ter adotado uma posição mais firme em relação à atuação dos ministros.




