O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (5) em forte queda de 4,12%, cotado a R$ 5,0022. Foi o menor fechamento da moeda norte-americana desde 21 de maio.
A baixa também representou a maior queda diária do dólar em mais de oito anos, desde 8 de junho de 2018, quando a moeda recuou 5,59%.
A desvalorização ocorreu após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, que colocou Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Os dois disputarão o segundo turno em 25 de outubro.
O mercado interpretou o resultado como uma redução dos riscos político e fiscal. A possibilidade de um governo de oposição, associada ao avanço de partidos de direita e centro-direita no Congresso, elevou entre os investidores a expectativa de adoção de medidas voltadas ao controle das contas públicas.
A reação também se estendeu à Bolsa. O Ibovespa encerrou o pregão aos 206.911 pontos, com alta de 7,70%, e atingiu novo recorde histórico. Os juros futuros também recuaram durante a sessão, refletindo a melhora das expectativas em relação aos ativos brasileiros.
No acumulado de 2026, o dólar passou a registrar queda de 8,87% ante o real.




