O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) votou na manhã deste domingo (4) na Escola Estadual Delfim Moreira, no Centro de Araxá, em Minas Gerais. Durante a votação, o candidato utilizou um celular dentro da cabine da urna eletrônica.
Após votar, Zema afirmou que entrou no local com o aparelho por hábito e que não foi alertado sobre a proibição. “Eu ando com o celular o dia todo, né? Ele é quase como se fosse um dedo. Ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente, mas isso não afetou em nada o meu voto, a minha forma de votar. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo. A colinha estava no papel, levei no papel. Se eu tivesse sido alertado, eu entregava na hora.”
Imagens registradas no local mostram Zema olhando para o celular durante o voto. Segundo apuração da TV Integração, a equipe da Justiça Eleitoral presente na seção não impediu o uso do aparelho.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou que o caso será apurado. Segundo o magistrado, o uso de celular na cabine é proibido, e eventual violação do sigilo do voto pode configurar crime eleitoral.
Em nota, o TRE-MG informou que os mesários foram orientados sobre a proibição e que ocorrências desse tipo serão investigadas. A Corte também destacou que a violação do sigilo do voto é crime eleitoral, previsto no artigo 312 do Código Eleitoral, com pena de até dois anos de detenção.
O Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais (MPE-MG) avalia a apresentação de denúncia contra Zema.
Após a votação, o candidato afirmou estar confiante na disputa presidencial e defendeu sua trajetória como gestor nos setores público e privado. Zema também criticou as decisões judiciais relacionadas ao cancelamento do debate eleitoral da TV Globo e afirmou que o Judiciário deveria atuar como “poder moderador”.




