Estados Unidos e China chegaram a um acordo para reduzir tarifas comerciais e ampliar o diálogo sobre inteligência artificial (IA). O entendimento, anunciado neste sábado (26), prevê uma redução tarifária envolvendo US$ 30 bilhões (cerca de R$ 156 bilhões) em bens não sensíveis e integra um consenso de oito pontos alcançado durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington.
Os dois países também concordaram em estabelecer mecanismos de cooperação comercial e dar continuidade aos entendimentos firmados em negociações anteriores. O acordo ocorre após Washington e Pequim ampliarem a trégua comercial vigente, permitindo mais tempo para as negociações de um entendimento mais abrangente.
A cúpula entre Xi e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durou três dias e terminou na sexta-feira (25). Durante o encontro, os líderes discutiram comércio, investimentos, energia, minerais críticos, tecnologia e questões internacionais. Xi já retornou à China, segundo informações oficiais.
Na área de inteligência artificial, os países concordaram em manter discussões sobre os riscos e benefícios da tecnologia e estabelecer um canal bilateral de comunicação para incidentes relacionados à IA. A próxima rodada de conversas está prevista para ocorrer até novembro. Os governos também decidiram utilizar o termo “superinteligência” para tratar de determinadas tecnologias emergentes.
China e EUA ainda concordaram em apoiar mutuamente a realização das próximas reuniões de líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) e do G20. Trump e Xi indicaram que pretendem participar dos encontros organizados.
Em relação à política externa, os dois governos afirmaram que o Irã não deve desenvolver armas nucleares e concordaram que nenhum país ou entidade deve cobrar taxas pela passagem em vias navegáveis internacionais.




