Coreia do Norte lança dois mísseis balísticos em um dia

Washington afirmou estar monitorando os lançamentos.


A Coreia do Norte lançou dois mísseis na costa leste do país neste domingo (20), no segundo conjunto de testes realizado em aproximadamente uma semana. Os lançamentos ocorreram dias após Pyongyang acusar os Estados Unidos de aumentar as tensões na Península Coreana por meio de exercícios militares.

Segundo o Ministério da Defesa da Coreia do Sul, o primeiro lançamento ocorreu por volta das 15h (horário local), a partir da região de Wonsan, e foi identificado como um míssil balístico de curto alcance. Cerca de três horas depois, outro projétil semelhante foi lançado em direção ao Mar do Leste.

O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul informou que o primeiro míssil percorreu aproximadamente 450 km e provavelmente pertence à série Hwasong-11. O segundo, lançado por volta das 17h50 (horário local), percorreu mais de 600 km. O Ministério da Defesa do Japão também classificou o primeiro projétil como provavelmente balístico.

A emissora pública japonesa NHK informou que o primeiro míssil caiu fora da zona econômica exclusiva do Japão.

“As autoridades de inteligência da Coreia do Sul e dos EUA têm acompanhado e compartilhado os acontecimentos relacionados desde o estágio inicial do lançamento e também compartilharam informações sobre o ‘míssil balístico norte-coreano’ com o Japão”, afirmou o Estado-Maior Conjunto sul-coreano.

O Conselho de Segurança Nacional da Coreia do Sul condenou os lançamentos, que ocorreram após um teste realizado em 12 de setembro. O órgão pediu que Pyongyang interrompa imediatamente as atividades com mísseis e afirmou que os testes violam diretamente resoluções do Conselho de Segurança da ONU.

“Estamos cientes dos recentes lançamentos de mísseis e estamos consultando estreitamente nossos aliados e parceiros. Com base nas avaliações atuais, esses eventos não representam uma ameaça imediata ao pessoal ou ao território dos EUA, nem aos nossos aliados”, afirmou o Comando dos EUA para o Indo-Pacífico.

O Japão também apresentou um protesto por meio de canais diplomáticos em Pequim, segundo a emissora Nikkei. O ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, afirmou que “esta série de ações norte-coreanas ameaça a paz e a segurança do Japão, da região e da comunidade internacional”.

No sábado (19), a Coreia do Norte rejeitou uma resolução da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre seu programa nuclear.

Na semana passada, Pyongyang também condenou um exercício naval liderado pelos EUA, que contou com a participação da Coreia do Sul e do Japão e ocorreu entre 29 de agosto e 10 de setembro, nas proximidades da ilha de Guam.

Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, responsabilizou os exercícios militares liderados pelos EUA pelo agravamento das tensões na Península Coreana e afirmou que o país manterá sua política de fortalecimento do arsenal nuclear.


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